Alimentos inflamatórios. o que são? como agem no seu corpo?

Recentemente, as pessoas que buscam uma dieta saudável encontraram um novo termo que se tornou o ‘vilão’: os alimentos inflamatórios.

Mas o que isso significa? Essa é uma pergunta muito comum porque estamos acostumados a relacionar a inflamação no corpo com áreas vermelhas e inchadas.

Mas isso pode significar outras coisas…

Dois tipos de inflamação aparecem como mecanismos de defesa e são desencadeados pelo sistema imunológico. A mais famosa delas é a de alto grau, que ocorre após uma lesão ou trauma e é caracterizado por dor, febre, vermelhidão e edema (inchaço).

Esses sintomas são devidos ao aumento da dilatação dos vasos sanguíneos para absorver os nutrientes necessários para reparar os tecidos danificados e são geralmente locais e de curta duração, geralmente de 3 a 4 dias.

Ao contrário da inflamação leve que pode durar vários anos, esse fenômeno começou a ser estudado há cerca de 10 anos e não apresentou nenhum sintoma específico, porque é uma doença silenciosa.

Quando um tecido fica inflamado, ele perde suas funções clássicas, levando ao metabolismo doenças crônicas e metabólicas.

Veja alguns clássicos exemplos:

  • O fígado metaboliza mal as substâncias presentes em nosso sangue e começa a produzir gordura em excesso;
  • Os músculos não captam bem a glicose e surge a hiperglicemia, conhecida também como Diabetes tipo 2;
  • O tecido adiposo libera gordura na corrente sanguínea, elevando o colesterol;
  • As veias e artérias captam e armazenam ainda mais gorduras, causando a aterosclerose;

 

E o que os alimentos têm a ver com tudo isso? Sobre isso que vamos falar hoje. Continue a leitura conosco para entender melhor.

 

 

Alimentos inflamatórios

A dieta está diretamente relacionada a esse processo de prevenção e recuperação, pois certos nutrientes estão relacionados à produção dos chamados mediadores inflamatórios, que podem promover ou mesmo atrasar o processo inflamatório quando liberados nas células.

Um exemplo é o excesso de gordura saturada. Nosso corpo pode confundir nutrientes com bactérias porque as paredes celulares desses microrganismos estão cobertas por esse tipo de gordura.

É assim que as células portadoras de receptores no sistema imunológico reconhecem essa gordura e ativam o processo inflamatório.

O método de preparação e o consumo de certos alimentos têm o maior impacto no potencial de inflamação da dieta. Portanto, é importante entender como ele funciona e quais alimentos tornam o corpo mais suscetível à inflamação.

Veja como isso acontece:

 

Alimentos fritos

A fritura causa alterações nas propriedades nutricionais e na estrutura molecular dos alimentos, afetando a disponibilidade de ácidos graxos essenciais (geralmente anti-inflamatórios).

Além disso, os óleos vegetais disponíveis no mercado contêm gorduras trans, que são muito inflamatórias ​​e aumentam o LDL (colesterol “ruim”) e diminuem o HDL (“colesterol bom”), aumentando assim a possibilidade de arteriosclerose. É melhor escolher alimentos cozidos, ensopados ou ensopados.

 

Alimentos ultraprocessados

São ricos em açúcar e / ou gordura, o que pode melhorar o sabor e manter-se frescos. Geralmente, são pobres em vitaminas, minerais e fibras.

Ao estimular os mediadores inflamatórios, a ingestão desses alimentos pode causar inflamação leve ou até inflamação crônica, criando fatores de risco para outras doenças.

 

 

O que são os alimentos inflamatórios? – Veja alguns exemplos

Carne vermelha

Apesar da existência de nutrientes importantes como proteínas, ferro, zinco e vitamina B, estudos mostram que o consumo excessivo de gorduras animais estimula a liberação sustentada de ácidos biliares no intestino, o que danifica o revestimento do cólon e desencadeia a apoptose (programada morte celular) no intestino.

Além disso, os métodos de cozimento em alta temperatura e baixa umidade promovem a formação de compostos inflamatórios, neste caso aminas heterocíclicas e hidrocarbonetos aromáticos policíclicos.

Como o ambiente inflamatório pode estar relacionado a certos tipos de câncer (como câncer de cólon e reto), o INCA recomenda que você limite a ingestão de 500 gramas de carne vermelha cozida por semana.

 

Carnes ultraprocessadas e embutidas

Alimentos como peito de peru, presunto, linguiça, salsicha, salame e bacon contêm gorduras saturadas, principalmente o ácido araquidônico, uma gordura com alto potencial inflamatório nas células.

Simplesmente, é reconhecido por nossa membrana celular como um invasor e responde liberando citocinas (moléculas) pró-inflamatórias.

 

Ômega 6 (consumo excessivo)

Alta ingestão de ômega-6 (encontrada em óleos vegetais, como milho e soja) e baixa ingestão de ômega-3 (encontrada em peixes de água fria como atum, arenque, salmão e sardinha, bem como algumas sementes como sementes de linhaça e chia) foi identificada como uma das possíveis razões para o aumento da incidência de doenças inflamatórias na população.

As enzimas podem converter ácidos graxos ômega-6 em eicosanóides (moléculas), que são poderosos agentes anti-inflamatórios.

Portanto, é recomendável consumir menos alimentos ricos em ômega-6 e mais alimentos ômega-3.

 

Em particular, uma dieta balanceada baseada em alimentos frescos e minimamente processados ​​e exercícios regulares podem melhorar o metabolismo e a inflamação, aproximando você do equilíbrio nutricional e metabólico.

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